"Não basta a justiça mínima, é preciso amar", afirma o Papa no Angelus

  • 15/02/2026

Durante o Angelus deste domingo, 15, o Pontífice refletiu sobre o Sermão da Montanha e alertou que a observância dos mandamentos deve levar ao cuidado mútuo e à caridade

Thiago Coutinho
Da redação

Leão XIV acena de uma janela do Palácio Apostólico no dia em que lidera a oração do Angelus / Foto: Remo Casilli – Reuters

Da Praça São Pedro, o Papa Leão XIV presidiu o Angelus deste domingo, 15. Recordando o Sermão da Montanha, o Sucessor de Pedro falou sobre os verdadeiros preceitos da Lei de Moisés.

“Eles não servem para satisfazer uma vontade religiosa exterior”, deu início o Papa à sua alocução da janela do apartamento pontifício. “Mas, para nos fazer entrar relação de amor com Deus e com os irmãos. Por isso, Jesus nos diz que não veio para abolir a lei, mas para levá-la à perfeição”, reiterou o Pontífice.

O cumprimento da lei, prosseguiu Leão XIV, é o significado mais profundo e o seu fim último. “Trata-se de adquirir uma justiça superior”, pontuou o Sucessor de Pedro. “Uma justiça que não se limita a observar os mandamentos, mas nos abre ao amor e nos compromete com ele”.

Preceitos da lei

Na verdade, continuou o Santo Padre, Jesus examina alguns preceitos da lei que se referem a casos concretos da vida e os utiliza numa forma linguística, as antinomias — contradição ou discrepância entre leis que dificultam sua interpretação. “Precisamente para mostrar a diferença entre uma justiça formal religiosa e a justiça do Reino de Deus. Por um lado, ouvistes o que foi dito aos antigos e, por outro lado, Jesus que afirma: ‘eu, porém, os digo’. Essa abordagem nos mostra um caminho para começarmos a conhecer os projetos de Deus sobre a história e sobre nós”, reiterou o Bispo de Roma, diante de uma multidão atenta às suas palavras no frio da Praça São Pedro.

Citando São Paulo, “como um pedagogo que nos guiou até Ele”, mas que agora, na pessoa de Jesus, veio entre nós cumprir a lei. “Dando-nos a graça de entrarmos na vida Dele como filhos e irmãos entre nós”, ponderou.

Ao final, o Santo Padre invocou a intercessão de Nossa Senhora e afirmou: “Em cada preceito da lei, devemos perceber uma exigência de amor. Com efeito, não basta não matar fisicamente uma pessoa se depois a matamos com palavras ou mesmo não respeitamos sua dignidade. Da mesma forma, não basta ser fiel ao cônjuge e não cometer adultério se nesta relação faltar a escuta recíproca, o respeito, o cuidado mútuo e o caminhar juntos”.

“Não basta uma justiça mínima, é preciso uma amor grande, que é possível graças à força de Deus”, findou.

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FONTE: https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/leao-xiv/angelus/nao-basta-a-justica-minima-e-preciso-amar-afirma-o-papa-no-angelus/


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